Símbolos do abandono, favelas viram atração em ano eleitoral
Entre as maiores favelas do País, Heliópolis e Rocinha viram palco de disputa por votos a cada eleição.
A cada dois anos, as maiores favelas do País transformam-se em destino favorito de políticos com discursos e slogans recheados de promessas. Símbolos do abandono e do crescimento desenfreado das metrópoles, as favelas de Heliópolis, em São Paulo, e da Rocinha, no Rio de Janeiro, passam os meses da campanha eleitoral lotadas com automóveis, cartazes, banners e santinhos de políticos que, na imensa maioria dos casos, jamais tiveram alguma relação com a comunidade local.
O tráfico de drogas, que funciona como um sistema empregatício e até mesmo de proteção na região, somado à falta de estrutura configuram problemas comuns nas duas comunidades. Por conta disso, não é difícil encontrar pelas ruas das favelas, a menos de duas semanas da eleição, moradores recrutados para, com cerca de um salário mínimo mensal, fazer campanha diária e espalhar mensagens em defesa dos candidatos.
Na favela paulistana de Heliópolis, por exemplo, cerca de 80 postulantes se fazem presentes, seja por meio de simples cartazes ou com escritórios políticos improvisados para distribuição de material. É uma forma de fazer política por “procuração”. Entre os candidatos, avaliam as lideranças locais, apenas seis com mandato mantêm algum tipo de relação com os moradores.
Favela da Rocinha, no Rio, está entre os destinos de políticos em busca de votos durante a eleição. Enquanto na Rocinha os políticos que disputam a eleição tentam herdar os votos de Claudinho da Academia (PSDC), primeiro membro da comunidade eleito para cargo público, a paulistana Heliópolis jamais elegeu um representante nascido e criado no bairro. Neste ano, nenhum morador da comunidade sequer se candidatou. Na Rocinha, por outro lado, ao menos três candidatos "de raiz" tentam conquistar uma cadeira de deputado - dois na esfera estadual e um na federal.
Foto: Agencia Estado
Por: Raphael Gomide, iG Rio e Matheus Pichonelli, iG São Paulo
A cada dois anos, as maiores favelas do País transformam-se em destino favorito de políticos com discursos e slogans recheados de promessas. Símbolos do abandono e do crescimento desenfreado das metrópoles, as favelas de Heliópolis, em São Paulo, e da Rocinha, no Rio de Janeiro, passam os meses da campanha eleitoral lotadas com automóveis, cartazes, banners e santinhos de políticos que, na imensa maioria dos casos, jamais tiveram alguma relação com a comunidade local.
O tráfico de drogas, que funciona como um sistema empregatício e até mesmo de proteção na região, somado à falta de estrutura configuram problemas comuns nas duas comunidades. Por conta disso, não é difícil encontrar pelas ruas das favelas, a menos de duas semanas da eleição, moradores recrutados para, com cerca de um salário mínimo mensal, fazer campanha diária e espalhar mensagens em defesa dos candidatos.
Na favela paulistana de Heliópolis, por exemplo, cerca de 80 postulantes se fazem presentes, seja por meio de simples cartazes ou com escritórios políticos improvisados para distribuição de material. É uma forma de fazer política por “procuração”. Entre os candidatos, avaliam as lideranças locais, apenas seis com mandato mantêm algum tipo de relação com os moradores.
Favela da Rocinha, no Rio, está entre os destinos de políticos em busca de votos durante a eleição. Enquanto na Rocinha os políticos que disputam a eleição tentam herdar os votos de Claudinho da Academia (PSDC), primeiro membro da comunidade eleito para cargo público, a paulistana Heliópolis jamais elegeu um representante nascido e criado no bairro. Neste ano, nenhum morador da comunidade sequer se candidatou. Na Rocinha, por outro lado, ao menos três candidatos "de raiz" tentam conquistar uma cadeira de deputado - dois na esfera estadual e um na federal.
Foto: Agencia Estado
Por: Raphael Gomide, iG Rio e Matheus Pichonelli, iG São Paulo
