Feiras livres invadem calçada e extrapolam horários em SP


Lixeiro e feirantes recolhem restos da feira na rua São Miguel, no bairro Bela Vista, em São Paulo
Às 15h de sexta, o coletor Alecsandro de Jesus, 27, ainda aguardava, com os colegas, o início de seu trabalho. Eles haviam chegado às 13h --prazo para término das feiras livres-- para recolher o lixo da feira do Jardim Paulista (zona oeste de São Paulo), mas, duas horas depois, ainda se viam barracas, feirante vendendo pastel e lixo. Muito lixo.
Tudo deveria, por lei, começar a ser limpo às 14h. Mas, nas oito feiras visitadas pela Folha, são comuns atrasos e falta de cuidado com o lixo. O resultado são ruas sujas por muito mais tempo, segundo reportagem de Cristina Moreno de Castro publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
A responsabilidade também é da prefeitura, que deveria fiscalizar horário e coleta. O problema foi constatado no Jardim Paulista, Cambuci, na Bela Vista (região central) e em Santana (zona norte).
O recorde de atraso na Vila Ester (zona norte) foi no fim de semana retrasado, segundo moradores. A feira, dizem eles, terminou no sábado e seu lixo permaneceu ali até segunda à tarde.

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