134 mil empregos estão ameaçados no Ceará. Mudanças tributárias podem retirar vantagens que as regiões mais pobres do País têm para atraírem investimentos. A unificação de alíquota do ICMS, por exemplo, ameaça bilhões de reais investidos no Ceará.
Há 299 empresas em funcionamento no Ceará com incentivo fiscal do Governo do Estado, relativo ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Juntas, investiram R$ 7,2 bilhões para gerar 134 mil empregos, conforme dados repassados ao O POVO pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece). Esses negócios e empregos estão ameaçados pela possível unificação da alíquota interestadual do ICMS para 4%, projeto de Resolução do Senado nº 1 de 2012 que tramita na Casa. O projeto acaba a possibilidade de incentivos fiscais, sem garantir os concedidos às empresas já instaladas.
O investimento das empresas que atraídas para o Ceará por meio dos incentivos é maior, por exemplo, do que o Produto Interno Bruto (PIB) de cidades com Paranaguá (PR); com R$ 7,2 bilhões; Uberaba (MG), com R$ 7,1 bilhões ou Petrópolis (RJ), com R$ 7 bilhões, segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O número de empregos gerados é maior do que a população de cidades cearense, como Crato (121.428), Iguatu (96.495) ou Quixadá (80.604).

