Impasse florestal deixa base dividida no Congresso


Projeto do novo Código vai a votação sem que se tenha conseguido costurar um acordo. A tropa governista está dividida, e o Planalto pode acabar atropelado pelos ruralistas
Apesar das longas e onerosas negociações, a votação do projeto do novo Código Florestal, marcada para esta terça-feira (24), caminha para uma queda de braço no plenário da Câmara, sem precedentes para o governo do PT. Enquanto o Planalto tenta costurar um novo acordo para o impasse em torno das áreas consolidadas, propondo abrir mão de áreas de preservação em pequenas propriedades, deputados da bancada ruralista, inclusive parlamentares da base, afirmam que não vão aceitar um novo texto.
“Consolidar as atividades em áreas de preservação apenas em pequenas propriedades não tem o menor sentido. Essa posição é do governo, mas quem tem que decidir isso é o Congresso. Não tem sentido e assim não há acordo. A consolidação é para todas as propriedades”, afirma o deputado Paulo Piau (PMDB-MG), autor da emenda de plenário 164, que propõe que todas as atividades agrossilvopastoris em áreas de preservação permanente (APPs) existentes até 22 de julho de 2008 sejam mantidas.

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