Cachaça cearense apresenta substância nociva à saúde acima dos níveis aceitáveis
Conclusão faz parte de teste realizado pela Associação de Consumidores (Proteste), que avaliou 10 marcas de aguardentes.
A cachaça cearense Ypióca e outras quatro marcas de aguardentes foram reprovadas pela Proteste – Associação de Consumidores. Segundo a avaliação, elas contêm substância nociva à saúde acima dos níveis aceitáveis.
Não passaram no teste, as bebidas Ypióca Prata, Pitú, Salinas, Pedra 90 e 7 Campos de Piracicaba. As cinco marcas apresentaram entre 165µg/l (microgramas por litro) e 755µg/l de carbamato de etila, composto químico classificado como possível agente causador de câncer pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, o valor aceitável estipulado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é de até 150µg/l. As empresas têm até 2014 para se adequarem à norma. Segundo a Proteste, o limite é o mesmo aplicado por outros países, como Estados Unidos, Canadá, França, República Tcheca e Alemanha.

